quinta-feira, 20 de novembro de 2008

12/10 – domingo - Praga - Surpresas: Nossa Senhora Aparecida e Café do Brasil!

(Depoimentos de Aida, aliás praticamente todo o texto da viagem foi feito por ela! Minha Pero Vaz de Caminha!)
Hoje visitamos o bairro Mala Strana, que é a parte de Praga que mais se manteve no passado. Fica mais abaixo do Castelo de Praga. Neste bairro está a IGREJA DE SÃO NICOLAU de Malá Stana (Tb. a S Nicolau de Stare Mestro- Cidade Velha).
O início da construção da igreja data de 1703, terminando em 1761. Toda em estilo gótico mais uma bela igreja de Praga.
De lá fomos à IGREJA NOSSA SENHORA VITORIOSA, onde está a imagem do MENINO JESUS DE PRAGA. A igreja é um esplendor e o altar do Menino Jesus é de uma beleza indescritível. Para minha surpresa, bem ao lado um altar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a bandeirinha do Brasil no manto! Saindo da igreja , caminhando entramos numa loja de doces tchecos onde comprei um rolo de marzipan, delicioso. Ataquei!!!!

Visitamos também os jardins do Palácio do Senado. Muito bonito, com um muro super interessante, obra de um escultor italiano. São figuras exóticas, imitando animais. O material imita a pedra, mas se tem a impressão que é pedra verdadeira.
Atravessando a ponte, voltamos à Cidade Velha . Visitamos então a IGREJA DE SÃO NICOLAU da Cidade Velha. Construida em 1735, em estilo barroco, foi local de abrigo para as tropas militares na Primeira Guerra Mundial. Estamos agora em frente à igreja, no retaurante La Tavola, tomando cerveja Stropramen e comendo “salada de frutos dos mar e presunto de parma com omelete espanhola” ( que nada mais é que a omelete brasileira mesmo hehehe). Estamos sentados bem em frente ao PALÁCIO KINSKY, em estilo rococó, hoje com coleções de arte e bem ao lado esta a IGREJA NOSSA SENHORA DIANTE DE TYN, também em estilo rococó construida em 1365. Tem um belo portal datado de 1390, decorado com cenas da Paixão de Cristo. Dentro da igreja, escura, há uma bela escultura do Calvário, em estilo gótico, uma fonte de estanho e um púlpito gótico do séc. XV.
Caminhando de volta ao hotel, encontramos uma feira de artezanato no meio da rua. Venda não só de artezanatos, mas tb de chocolates, doces típicos e muitos artigos educativos para criança.
Hotel e após a providencial paradinha de todo final de dia, saimos para jantar. De novo no ????? U Prince. Só que desta vez no restaurante dentro do hotel. Decoração bem antiga, com uma jazz band muito boa. Tinha lá uma placa comemorando uma reunião do "Café do Brasil"!Comi uma “salada Cézar” e o Márcio, “filé de porco grelhado com grãos de millet” ( que não descobrimos o que é) . Dispensei a sobremesa já que pela manhã comi um marzipan e na feira de artezanato comprei 100g de um mix de frutas cristalizadas.




11/10 – Um sábado em Praga




Café da manhã no hotel. Bom café e interessante. Além dos pratos convencionais de um café da manhã, como o nosso, tem também macarrão, pimentão, batatas, abobrinha, e um monte de outras coisas que nem olho pela manhã.
Pegamos o "tram", aqueles bondes que vemos em filmes e que circulam por toda a cidade. Fomos para o outro lado do rio conhecer o CASTELO DE PRAGA.
Praga é dividida pelo Rio Vlatava, ficando de um lado a CIDADE VELHA ( Stare Mésto), a CIDADE NOVA ( Nove Mésto) e o BAIRRO JUDEU ( Josefov). Do outro lado MALA STRANA e o CASTELO DE PRAGA.
Na verdade um passeio ao Castelo de Praga toma quase o dia todo. Não é simplesmente um castelo, é todo um complexo como se fosse outra cidade dentro de Praga. è considerado como a Cidadela do Castelo de Praga. Construído na Idade Média, o castelo está situado em uma fortaleza rodeada de muros de pedras e enormes portões. Nesta cidadela estão: o Palácio Real, Convento e Basílica de São Jorge, Casa de Pedra Romântica, Catedral de São Vito, Galerias de Pintura do Castelo de Praga, Jardim Real. Tudo muito grandioso e bem conservado. O PALÁCIO REAL é todo construído de pedras, com salões em estilo gótico e renascentista. Havia até um sistema de aquecimento central, criado naquela época com brasas e pedras. Antigamente era uma fortificação que permitia a fiscalização de todas as embarcações que passavam pelo rio.
A BASÍLICA DE SÃO JORGE, toda em pedra, bem rústica, diferente de outras igrejas que já visitamos, luxuosas, com excesso de dourado e riquezas. É simples e foi construída pelo príncipe Venceslau, antes da construção da catedral de São Vito. Data de 973 e está muito preservada. Sua fachada destoa das outras igrejas por ser de cor avermelhada.
A GALERIA DE PINTURAS do CASTELO DE PRAGA, foi criada em 1965. O acervo é constituído em sua maioria por obras dos séculos XVI a XVIII.
A CATEDRAL DE SÃO VITO é o ponto alto do passeio. Sua construção teve início em 1344. Foi concluída nos XIX e XX. Ai está enterrado o Rei Venceslau chamado o “Bom Rei”. Toda em estilo gótico, o prédio por fora impressiona por sua grandiosidade. Na entrada principal está o Portal Dourado, tendo em cima o mosaico do Juízo Final. No alto do prédio, Gárgulas, figuras disformes , que acreditava-se espantar os espíritos do mau, os demônios.
O interior da basílica é belíssimo. O teto é todo em estilo gótico. A igreja é toda ornamentada com pinturas renascentistas e imagens modernas, que ficam em varias capelas nas laterais da igreja. Dentro da basílica esta a Capela de São Venceslau, toda de pedras preciosas. Os vitrais são de tirar o fôlego. São vitrais tchecos antiquíssimos. Impressionante o túmulo de São João Nepomuceno, todo em prata maciça, de 1736, em estilo bem rebuscado. No centro da catedral está o Mausoléu Real .
Ainda dentro da cidadela do castelo de Praga está o JARDIM REAL, criado em 1535.
Após mais de cinco horas de caminhada direto, voltamos para o hotel no "tram", não sem antes parar num trailler e comer um típico "cachorro quente" de lá. Um pão grande, com uma salsicha da terra, deliciosa, mostarda e catchup. Tudo enorme!
Hotel pernas pro ar, criando forças para sair mais tarde.
Saímos por volta de 8h da noite. Muito frio e a cidade toda coberta de neblina. O Márcio teve a “brilhante” ideia de pegarmos o trem e ver para onde ia. Se tivesse um lugar interessante, a ideia era descer e procurar um lugar para jantar. Pegamos o número 9 para descobrir que ele ia para o lado mais afastado do centro turístico. Parecia que a cidade ia acabar e não dar em lugar nenhum. Resolvemos descer e no mesmo ponto esperar o trem de volta. Tudo deserto, escuro, com aquela neblina que não deixava ver nada. Por sorte chegaram mais uma pessoas para esperar o trem também e deu para fica um pouco mais tranquilo. Síndrome de Rio de Janeiro.
Voltamos para a Praça Venceslau, que na verdade é uma avenida, muitíssimo movimentada, com lojas, bares, restaurantes, hotéis, perto de nosso hotel e centro da muvuca da cidade.
É muito interessante ver como a cidade depois da abertura para o mundo, transformou-se e hoje pode-se ver boutiques de grifes famosas de todo o mundo, belos restaurantes e carros importados por todos os lados Vimos até um Rollys Royce! Para mim foi uma grande surpresa pela ideia que eu tinha de ser um país do bloco comunista, pobre,sombrio, feio. Circulam ainda pela cidade os antigos carros tchecos, feios, bem velhos mas conservados, para passeio com os turistas.





Voltamos ao Hotel U Prince para jantar, já que o local é super agradável e a comida muito boa.
Na verdade não é um restaurante em local fechado. Fica em frente ao hotel U Prince, na rua, com mesas e cadeiras, que na verdade são confortáveis poltroninhas de vime, bem em frente ao Relógio Astronômico. As mesas ficam sob um toldo grande (uns ombrelones), aberto para a rua, mas com aquecedores a gás, que mantêm o ambiente bem agradável. Dá para jantar, tomando um bom vinho, vendo todo o movimento das ruas. Comi um prato de “capeletis recheados com cogumelos”, e o Márcio um “lombo de cordeiro com risoto de hortelã e ervilhas, coberto com queijo parmesão”. De sobremesa comi um “crepe de frutas silvestres”, com um tipo de creme chantilly menos gorduroso e bem levinho ao vinho do Porto. Delicioso!!!! Caminhada de volta ao hotel, muito frio e cama.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

10/10 – sexta-feira – Praga


(Depoimento integral Aida) Depois de uma noite em que acordei quase que de hora em hora já que tínhamos que sair no máximo as 6h do hotel, para dar tempo de embarcar para Praga as 8:06, mal imaginávamos a aventura que nos esperava.
De metrô até o aeroporto, correu tudo bem. Mas chegando lá começou o estresse. Na nossa informação da empresa aérea a "famosa" Westwing, não constava o terminal de embarque. Só horário e número de vôo. Ai começou o calvário. Corre de um lado para o outro, sem informação precisa e o tempo passando. Ai descobrimos que era o terminal 3, e o metrô só vai até o 2, onde descemos. Pega-se então um trenzinho que leva ao terminal 3. No terminal 3 para chegar ao local de embarque, caminha-se uns 10 minutos pelo lado de fora do aeroporto, pela rua mesmo, no meio do tráfego, com placas no teto te "atormentado", indicando quantos minutos de caminhada faltam para chegar ao embarque. Ai chegando, fomos ao balcão para a atendente nos dizer que já estava fechado o embarque. Traduzindo:"- perderam o vôo." Ela resolve então tentar resolver a situação. Pelo walk-talk diz que era só uma mala, que eram só 2 pessoas e resolve fazer nosso check-in. Um rapaz então nos acompanha, passa na frente de todo mundo na fila, despacha nossa mala e nos leva para o portão de embarque. Outra fila. Passamos na frente de todo mundo (mais de 100 pessoas!). Ai passamos no detector de metal e.... apita. Pela primeira na minha vida fui revistada, apitou de novo e tive que tirar a bota. Era o fecho eclair da bota. Já tinha um outro rapaz da empresa nos esperando e nos encaminhou para o ônibus que nos deixou na frente do avião. Cinco minutos depois o avião levantou vôo. Respirada funda e sem mais nenhum contratempo, aterrizaremos em Praga.
Viagem tranquila e 2h depois chegamos a Praga. Seguimos o fluxo dos outros passageiros do mesmo vôo e descobrimos que já estávamos do lado de fora do aeroporto e não tínhamos retirado nossa bagagem. Volta correndo, pega a mala e sai de novo, sem alfândega, fiscalização, nada.
Do Brasil tínhamos contratado um motorista para o transfer aeroporto-hotel. O aeroporto fica bem distante da cidade. O hotel, reservado pela Internet (no booking.com) é o AMARILLIS. Diferente do de Paris que não gostamos, este é super confortável, novo, luxuoso e também com excelente localização. O de Paris só ganhou pontos na localização.
Fomos direto almoçar. (as fotos de cima) Agora no restaurante JAZERA, tomamos um copão enorme de “Gambinus” (na verdade pedi um "garotinho" e o garçon trouxe esse "Gabeirinha",) uma das cervejas recomendadas daqui, forte, com 10% de teor alcoólico. Comemos um prato para duas pessoas, com “salsichas, salsichões, linguiças, carnes de porco e boi, pimentões e batatas assadas. Muuuita batata. O nome do prato é “Saslick Laluznicky” (dei importancia não, só comi), a gente escolhe pela fotografia, mas vem a descrição em inglês. Muito gostoso.
Depois do almoço começamos nosso esporte preferido nesta viagem, andar. Fomos começar a descobrir e entender Praga.
Não dá para entender absolutamente nada por toda a cidade. Mapa, metrô, nome de loja, como chegar, onde ir, tudo é complicado mas o povo é gentil e geralmente fala ingles, francês e outras línguas menos ilustres (português e espanhol nem pensar...)
Andamos muito e fomos descobrindo locais interessantes. Fomos ao RELÓGIO ASTRONÔMICO, que fica no prédio da Prefeitura da Cidade Velha ( Stare Mésto), que foi construída em 1338. A torre da prefeitura foi acrescentada em 1364, de onde se tem uma bela vista da cidade. O relógio foi construído em 1490 e conta-se que quando o relógio ficou pronto, seu criador, o relojoeiro Hanus, (que nome...) foi mandado cegar pelos conselheiros da cidade, para que nenhum outro lugar do mundo tivesse outro relógio igual construído por ele. Neste relógio pode-se ver a terra no centro e os astros a sua volta. O ponteiro com o sol mostra os movimentos do sol e da lua pelos 12 signos do Zodíaco.
Caminhando fomos até a PONTE CARLOS, talvez o monumento mais conhecido de Praga. A ponte é aberta só a pedestres e teve sua construção iniciada em 1357, a pedido de Carlos IV e finalizada no começo do séc. XV. Em estilo gótico é decorada com 30 estátuas em estilo barroco, representando santos e patronos daquela época. A partir se 1965 todas as estátuas foram substituídas por réplicas, por causa da ação do tempo. As originais estão no Museu Nacional.
De volta ao hotel, descansamos um pouco para uma saída à noite.
Muito movimento em todas as ruas, bares e restaurantes lotados.
Fomos jantar no restaurante do hotel U Prince. Pratos a base de camarão muito baratos, sendo que os pratos de carne e frango costumam ser mais caros. Experimentamos a cerveja local “Staropramen”. Melhor que a Grambinus. Menos amarga. Muito frio no caminho de volta ao hotel, já quase meia noite.

9/10 – quinta-feira Paris - durante o dia...


À esquerda a maravilha que são os Jardins de Versailles. À direita é a "invasão" do Museu pelo artista Jeff Koons com peças super irreverentes e modernas espalhadas por todo o espaço de Versailles. Eu achei meio "over" demais. Por mim mandava o cara expor suas modernidades no MoMA, em Nova iorque e estaríamos conversados.
Pela manhã fomos ao hotel, onde iremos ficar quando voltarmos de Praga para deixar uma mala, já que levaremos só uma para Praga.
Café da manhã no hotel. Interessante que aqui em nenhum dos lugares onde estivemos há o hábito de colocar adoçante na mesa. Só açúcar e em muitos lugares mesmo pedindo não se consegue adoçante. Tive que comprar e andar sempre com ele na bolsa por causa do Márcio (palavras de Aida). É impressionante como comem sanduiche o tempo todo pelas ruas. Como comem pão, doces, bebidas com acúçar e são magros. As mulheres chegam a impressionar de tão magras. Outro hábito nada saudável é o cigarro. Fumam muito, o tempo todo, em todos os lugares. Deve ser essa a dieta...
Deixada a mala no hotel, fomos para a Gare de Austerslitz, pegar o trem para VERSAILLES. São exatos 40 minutos de trem de Paris a Versailles. Fomos direto para o castelo. Com certeza nada me impressionou mais aqui do que a suntuosidade do CASTELO DE VERSAILLES.
O início de sua construção data de 1632, quando Luiz XIII mandou construir um pavilhão de caça. Mais tarde seu filho luiz XIV, mandou construir ali o palácio a partir de 1664.
Seu interior é decorado com pinturas, tapeçarias e esculturas dos artistas italianos e franceses mais importantes da época.
Entre 1678 e 1684 o terraço do castelo foi transformado na Galeria dos Espelhos, para simbolizar o poder do Rei Sol. Esta Galeria mede 73m de comprimento com 70 janelas voltadas para os jardins. Em frente às janelas as paredes espelhadas refletem os jardins. Tanto espelho e eu lamentando ter vindo tão tarde... Se tivesse vindo pelo menos uns trinta anos atrás... eu ainda tinha cabelo...
É um dos maiores castelos do mundo com 2000 janelas, 700 quartos, 1250 lareiras, 67 escadarias e 700 hectares de parques.
Os aposentos do rei, da Maria Antonieta e de seus filhos são extremamente luxuosos. Armários e cômodas em marchetaria, camas com dosséis enormes e uma profusão de dourado. Os jardins belíssimos, enormes, com grandes lagos, estátuas em todos os lugares, muito florido e tudo muito bem cuidado. Tudo limpo, organizado, com milhares de pessoas passando por ali o tempo todo e tudo funcionando de maneira organizada.
Passeio pela cidade de Versailles e de volta ao trem para Paris.
Fomos então conhecer a PLACE DE VOGES, que fica no Marais, bairro boêmio, gay e judeu. Caminhando fomos até à PLACE BASTILLE e na PATISSERIE MÈRE CATHERINE, uma das mais famosas e tradicionais daqui, comemos uma “Tuille du Amendes” ( telha de amêndoas) e um “Pain au Raisins” (Não... não fotografei essa...). Passamos por vários mercados com frutas e verduras bem exóticas. Casas de queijo super charmosas, lojas de vinho e uma loja só de azeites a L’Huille, alucinante, com uma variedade sem fim de azeites, temperos e produtos de beleza para corpo e rosto à base de azeite. E algumas degustações muito gostosas. Prá variar tudo caríssimo.
Caminhamos pela Rue Rivoli, ligamos para a Tati, Bruno e Ju e fomos então jantar.
Jantamos no AU GAMIN DE PARIS, um bistrô no Marais, Rue Vielle du Temple 51. Muito agradável, bem cheio, ambiente descontraído e comida muito boa. Eu variei um pouco e comi.... sopa de cebola gratinada, mas o Márcio comeu como entrada “escargots” e como prato principal “ peito de pato com molho de uvas, figos e batatas douradas com sal de especiarias e pimenta”. Vinho rosé para acompanhar. Vinho da casa. Hotel, cama porque amanhã embarcaremos cedo para Praga.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

9/10 – quinta-feira - Paris - O jantar





















Bem, como dá pra perceber pelas ilustrações, viagem perfeita para mim passa pela boca e pelos olhos, certo? Depois a memória vai se encarregar de registrar tudo com o apoio de registro de fotos e escritas. Esse jantar foi no "Au Gamin de Paris" um pequeno bistrô de um "casal" Pierre e Paul, super simpáticos e competentes. A Aida sempre ficava pela sua sopa de cebola pois prefere não "pegar pesado" à noite. Acabava deixando esse trabalho para esse pobre coitado Hércules aqui. E eu ia para os sacrifícios... A batalha começou tendo eu que enfrentar meia dúzia de inimigos rastejantes e covardes... Mantinham-se escondidos dentro de suas casamatas fortificadas e precisavam ser expulsos, ou buscados, com ferramentas especiais; quase ginecológicas! Não dei trégua: devidamente equipados coloquei aqueles seres rastejantes para fora, não antes de tê-los enfraquecidos, com a ajuda do Chef que lhes aplicou um molho de manteiga de alho, em altíssimo calor, com ervas finas, flor de sal e outros venenos que os fizeram perdedores. Pro papo! Depois dessa primeira batalha eis que me surge um valentão enchendo o peito para o meu lado: um tal de Canard... Interessante que tinha um peitinho com uma bela capa de gordura e ele insistia de se chamar de "magret"! Vê se pode? Respeitei sua vontade jantei o tal "Magret de Canard"! Para humilhá-lo mais ainda fiz isso obrigando-o a ser acompanhado por umas outras frutinhas (não, não eram os donos do bistrô). Era um molho de figos e uvas. Fui mau de verdade. Acabei com ele todo! E ainda o afoguei em taças de vinho rosé.
Cumpri meu compromisso de defender a mocinha de seres do fundo da terra...
Se teve sobremesa? Teve sim, Aida “Tarte tartin” e Eu uma “Assiette de Fromage”.
Hotel, cama porque amanhã embarcaremos cedo para Praga.


8/10 – quarta-feira - Paris









Bem, a viagem quase nos faz esquecer do planejamento geral. Assim fomos direto à Gare de Lyon para confirmar a ida para Avignon e depois Barcelona, quando voltarmos de Praga. Entre outras coisas optamos por uma reserva num hotel próximo à Gare para o pernoite pois chegaremos de Praga às 10 da noite e embarcaremos no TGV à 8:06 da manhã seguinte.
Tudo resolvido resolvemos almoçar num restaurante recomendado por um amigo. Fomos para a PLACE DE LA NATION para almoçar no Café CHEZ PROSPER. Excelente comida. Aida comeu um “Escalope de Poulet au Citron Confit” e o eu pedi “Le Casse-Croûte de Prosper” que vem: Tartine de Cantal Chaud, Saucisse sèche, Saucisson, Jambon de Pays, Patê de Campagne e mais uma taça de vinho “Côtes du Rhône Aoc Monillon". Tomamos ainda mais meia garrafa de vinho “Bordeuax Aoc Châteux Gontonete” pois a taça de vinho acompanhava minha refeição e eu não iria deixa-la triste e abandonada, certo? De sobremesa “Poirre Bellé Hélène” e “Dame Blanche”, as duas a base de sorvete “Berthilon”, que é considerado o melhor sorvete de Paris. Deram uma olhada na nas fotos? Pois é... e para de babar ai, pô!
Da Place de La Nation, queríamos ir a Montmartre, mas prá dar uma variadinha descemos na estação errada do metrô e descobrimos que estávamos nos JARDINS DE TUILLERIES. Em frente o MUSEU D’ORSAY, com pinturas e esculturas de arte ocidental. Obras de Van Gogh, Monet, Degas, e muitos outros.
Finalmente, conseguimos chegar a MONTMARTRE. A idéia era presenciar uma festa única que é colheita de uvas de Montmarte pois ali ainda se cultiva umas videiras que produzem cerca de quinze mil (ou mil e quinhentos...) garrafas por ano e essa colheita, no princípio de Outubro é feita com uma fantástica festa. Estava tudo armado lá. Mas não avisaram a festa... Acho que ela só chegaria no fim de semana. Não deu para nós esperarmos. Fomos então conhecer a Basílica. Subimos de funicular, com uma vista linda da cidade. Montmartre é o bairro boêmio da cidade, ponto importante de artistas e intelectuais, com animada vida noturna. Era frequentado por Degas, Cézane, Monet, Van Gogh ... e muitos outros bêbados. Até hoje.
Na parte mais alta de Montmartre está a BASÍLICA SACRE COEUR, em estilo bizantino. Sua construção teve início em 1875 e terminou em 1914. Mas foi consagrada como basílica somente depois da Primeira Guerra Mundial. Possui um sino de 19 toneladas, um dos mais pesados do mundo. Assistimos o final da missa que estava sendo celebrada, com um coral muito bonito de freiras no altar.
Depois da missa fomos passear por Montmartre. Vários restaurantes, cafés, pintores espalhados pelas ruas e bastante turistas (novidade...)
Para completar o passeio sacro-profano fomos para a praça PIGALLE, com o MOULIN ROUGE e casas de shows eróticos, restaurantes e bares. Fizemos nada lá. No hotel seria melhor.
De volta para o hotel , quando chegamos na estação Charles de Gaulle-Étoile, resolvemos descer para ver a Champs Elisees e o Arco do Triunfo á noite, toda iluminada. Deu chabu... NÃO estavam iluminadas... Voltamos então para o hotel e, de novo, nos perdendo nos corredores sem fim do metrô e finalmente... Saint Michel Notre Dame, nossa estação, para merecidamente quase meia noite tomar um bom banho, colocar um pouco as pernas para cima e finalmente dormir.

7/10 – terçã-feira – Paris

Esse dia prometia... começou com um fato entre inusitado e lusitano; consegui trancar as chaves do cadeado da mala... dentro da mala! Tive que conseguir um alicate na recepção e quebrar o cadeado. Por sorte Aida trouxe cadeados de reserva.
Tudo pronto saimos para mais um dia descobrindo Paris. O dia está nublado, mas ainda sem chuva e não está muito frio.
Pegamos o metrô e fomos à TORRE EIFFEL. Subimos até o topo, mas como o tempo não estava claro, não foi uma visão muito boa, mas mesmo assim deu para tirar algumas fotos.
À tarde fomos ao ARCO do TRIUNFO. Nele estão gravados os nomes de 128 batalhas e de 558 generais. Em 1920 foi construído o túmulo do Soldado Desconhecido. Fica na praça Charles de Gaulle, uma das extremidades da Av. Champs-Elysees. Esse povo gosta de uma guerra que é uma coisa!
Descendo a Champs-Elysees, a primeira parada foi para almoçar. Fomos ao Restaurante CHEZ CLEMENT, onde optamos pelo esquema bem comum em Paris, a "formule". Seria o nosso almoço executivo. Comida razoável e o local bonito e agradável. De lá descemos a Champs-Elysees. Muito ampla e sofisticada, com todas as griffes famosas do mundo. No final da avenida, uma exposição dos 100 anos da Tecnologia Industrial Aérea Francesa.
Continuando chegamos na PLACE DE LA CONCORDE que fica na outra extremidade e é considerada a maior praça de Paris. De lá pegamos o ônibus número 69, que faz um trajeto por todas as áreas interessantes da cidade: Marais, Bastille, Cemitério Père Lachaise, etc. É quase um "onibus turístico". Fizemos todo o percurso. Depois, de metrô, fomos ainda á PLACE MADELEINE, onde está a FOUCHON, com seus 114 anos de oferta dos melhores vinhos, geléias, foie gras e um mundo de variedades de outras coisas deliciosas. Visitamos também a CATEDRAL DE MADELEINE, cuja construção data de 1764. Olha, o que vimos de capelas, igrejas, catedrais e outros templos por lá com certeza nos tornará santos! Mas, como não poderia deixar de ser, voltamos ao mundo real: GALERIAS LAFAYETTE. Um deslumbramento. Vitrais fantásticos, um mundo de luxo e sofisticação, que nem deixa de ser mais uma Catedral. Essa de consumo! Aliás, a ilustração deste post é exatamente o interior da Galeria Lafayette!
Comprinhas e degustação de "macarrons" na Fouchon, comprinhas nas Galerias Lafayette e, de novo, metrô lotado para voltarmos ao hotel, já tarde da noite.
Repetimos a receita de reposição das forças em casa: banho, um bom vinho: - “Poully-Fuissé” (da Borgonha), queijo de cabra “Soignon” e "sauci crocq" Saint Marcel (umas mini sausichas defumadinhas deliciosas), comprados na área de alimentação das Galerias Lafayette. Esta área é simplesmente deslumbrante e cara. A seção de chocolates é de deixar até mesmo quem não é chocólatra como a Tati, completamente alucinado. A seção de especiarias é maravilhosa com todos os temperos expostos, para vc se servir. Cheiros diversos, tudo muito bonito. Aproveitamos também. Fizemos um pequeno abastecimento de coisinhas de lá: foie gras, conservas, mostardas, pimentas. Na volta, por aqui, o sonho vai continuar mais um pouquinho.

Pic-Nic nos Jardins de Luxemburgo!


Essa ai é a imagem inspiradora do tal pic-nic nos Jardins de Luxemburgo. Recomendo isso em suas andanças parisienses. É fácil: cuide de ter em mãos o tal Kit, que pode até chamá-lo de KIT PIC-NIC, que deverá ser composto de taças, guardanapos, abridor de vinho/garrafa, uma faquinha e... Seja o que Deus quiser!

6/10 – segunda-feira – Paris

Mais uma boa noite de sono e mais um dia de grandes caminhadas em Paris. que agora melhoramos um pouquinho o processo, compramos bilhetes de metrô para uso de dia inteiro para os transportes integrados de Paris: metrô, onibus e barcobus pelo Sena.
Na verdade queríamos chegar à Torre Eiffel, mas não conseguíamos “ainda” pegar a tal linha C do metrô. Ai resolvemos nos aventurar. Pegamos o primeiro metrô que pintou e fomos sem saber para onde. Descemos na Cidade Universitária, um bairro muito bonitinho. De volta descemos na estação Luxemburgo e voilá... estamos em frente aos JARDINS DE LUXEMBURGO! Nele se encontra hoje a sede do Senado da França, no palácio que foi residência de Maria de Médicis. Depois de ligar para a Tati e saber que o Gabeira foi para o segundo turno, fomos a um supermercado bem em frente e nos abastecemos com uma garrafa de vinho, queijo Camembert Président, Coeur de Lion, baguete, presunto maravilhoso e umas mini salsichinhas e pêssego de sobremesa, voltamos ao Jardins de Luxemburgo e fizemos um belo pic-nic. Guardanapos e taças, trouxemos do hotel, naturalmente. Era o nosso kit pic-nic que carregávamos prá baixo e prá cima o tempo todo.

Depois demos uma boa caminhada pelo jardim e ao sairmos vimos um prédio enorme no final de uma rua e subimos até lá e descobrimos que estávamos em frente ao PANTHEON.
Sua construção data de 1764, por encomenda de Luiz XV. É um prédio em estilo neo-clássico, em forma de cruz, cuja cúpula tem 83m de altura. Belíssimo, por dentro e por fora. Em frente está a Faculdade de Direito e um pouco mais abaixo a Sorbonne.
Nesta região visitamos também o MUSEU DE CLUNY, o Museu Nacional da Idade Média, com rico acervo de arte medieval. Foi fundado em 1843 como museu. Está instalado em 2 edifícios: Termas Galo-Romanas, consideradas o mais importante representante da arqueologia romana na França. E o outro edifício que era a residência dos monges de Cluny.
Nesta área, quando estavam construindo o metrô, descobriram as ARENAS DE LUTÉCIA ( antigo nome da cidade de Paris) , que foram construídas pelos romanos, quando Lutécia era colônia de Roma. As arenas foram restauradas em 1910.
Caminhando (sempre, sempre...) chegamos ao BOULEVARD SAINT- GERMAIN- DES- PRÉS, famoso por sua vida noturna, lojas de grifes respeitadas seus cafés, entre eles o DEUX MAGOTS e o CAFÉ DE FLORE.
De lá pegamos um ônibus e fomos à Gare de Lyon, no magnífico RESTAURANTE LE TRAIN BLUE. Ele foi fundado no séc. XIX, e é simplesmente deslumbrante. Todo em estilo rococó, tem lustres maravilhosos. Da Gare de Lyon, de metrô, retornamos ao hotel para descansar um pouco já que andamos de 11 da manhã até as 6 da tarde.
Pernas para cima, um bom banho e saímos de novo para a aventura Paris!
Oito da noite estamos prontos para sair. Desta vez sem casacões porque já não está tão frio.
Procurando por um restaurante, encontramos o IL INSULAIRE, cuja proprietária, Angelina, é uma grega muito simpática. O restaurante é bem pequeno e fica numa travessa do Boulevard Saint Germain. Com apenas 12 mesas, cozinha aberta, bem atrás do balcão, comandada por um chef muito bom. A comida é simplesmente ótima. Aida saboreou uma “sopa de cebola” divina e eu um menu completo: “Bloc de fois gras” cuidadosamente servido sobre uma salada verde e depois um “Magré de Canard”. Era para comer rezando. Agradeci a São Pantagruel. Vinho Beaujolais fresco, para acompanhar. Creme Bule de sobremesa. Só.
Hotel para dormir.

5/10 – Domingo – Paris




Dia de eleição no Brasil e nós aqui em Paris. Eu pensando que o meu voto não faria falta ao Gabeira...
Depois de uma boa e reparadora noite de sono, acordamos já quase 10h da manhã.
Café tomado começamos nosso dia. Caminhamos das 11 da manhã às 8 da noite. Muito frio por causa do vento e em alguns momentos uma chuvinha fina.
Primeira parada: LOUVRE. Passamos quase o dia todo lá e não deu para ver a metade! Enorme. Lotado. Daí de repente um mar gente fotografando. Quem??? Mona Lisa.... Mal dá para ver o famoso sorriso de tanta máquina fotográfica no alto. Isso só porquê... é proibido fotografar! E a gente pensa que essas transgressões só acontecem por aqui... A gringaiada toda brasileirou!

Um detalhe a quem interessar possa: no primeiro domingo de cada mês a entrada no Louvre é "de gratis"! Invista os euros dos ingressos numa boa garrafinha de vinho! Foi o que fizemos!
Depois fomos à CATEDRAL DE SANTO EUSTÁQUIO, afinal o Márcio EUSTÁQUIO aqui tinha alguma coisa a ver com o tio celestial, certo? Linda. Assistimos uma boa parte da missa e no final um show espetacular de um órgão monumental.
Caminhando depois disso fomos dar, quer dizer: CHEGAMOS!, no HOTEL DE VILLE, Centro Administrativo de Paris, com a sede da Prefeitura instalada ai desde 1357. Em 1871 foi destruído por incêndio,tendo perdido no incêndio as publicações sobre a Revolução Francesa. Foi reconstruído entre 1873 e 1892. Caminhamos pela RUE DU RIVOLI, uma das ruas mais famosas de Paris, com as melhores boutiques. Fomos até o Ópera de Paris ( o Clodovil fala "Operrá de Parrí"). Visitamos a Igreja de São Lázaro e caminhando fomos ao Boulevard Haussmann e ao Boulevard des Italienes.
Tomamos um café no Lina’s Sanduiche e passamos lá um bom tempo, descansando as pernocas exauridas e nos aquecendo. Foi um domingo longo e extenuante.

Fomos para o Hotel e nem saimos mais. Descansamos com queijos e vinho! Queijos deliciosos: Três. Pont Levesque, Saint Marcelin e Brillat Savarin.

4/10 – sábado – Paris


A sensação que senti ao ver que estávamos em Paris foi incrível.
Bagagem na mão e vamos nós pegar o trem do aeroporto Charles de Gaulle, para o Hotel.
Usando o metrô no deslocamento vale pensar que mala grande por aqui só se for louco. Escada, escada e escada prá tudo quanto é lado. De largada para pegar o trem, já no aeroporto, descer escada carregando mala.
Na estação St. Michel, descemos e na rua é só caminhar um pouco e chegarmos ao hotel.
Ai, surpresa ... escada. Um escadão para subir carregando mala até a recepção. E ai? Surpresa!!! Mais escada para ir para o quarto.
O Hotel onde nos hospedamos é muito bem localizado mas o típico hotel parisiense: adaptado de uma de suas antigas construções. Fica na rue St. Michel a uma quadra da Catedral de Notre Dame, pertinho do metrô, perto do Hotel de Ville, a poucos minutos da Rivoli e muitos outros pontos interessantes. A rua é movimentadíssima, com bares, restaurantes, discotecas e gente que não acaba mais (Olha a foto ai em cima).
Nunca vi tanta gente numa ruinha tão estreita como a nossa. Bares cheios, ruas lotadas. Artistas de rua com platéias enormes. Andamos até 1 da manhã e daí merecido descanso que ninguém é de ferro. Afinal estávamos das 4 da tarde "de quinta-feira"(!), até 1 da manhã de sábado numa maratona só.

sábado, 8 de novembro de 2008

Estava frio... muito frio, mas nada que um bom vinho não mandasse para bem longe!


O ambiente era ao ar livre mas debaixo de um ombrelone com um aquecedor suspenso. Calor por cima, em volta e em goles. Noite perfeita, jantar excelente, lembranças inesquecíveis.

Estava esperando o segundo turno da eleição e planejando os próximos movimentos pela Paris maravilhosa. Resolvi pedir um choppinho para clarear as idéias. Sempre fazia isso tomando um "garotinho", na praia. Fiz o mesmo. Pedi o chopp. Era forte, consistente, temperatura perfeita. Dei-lhe o nome de "Gabeirinha". Bebi refletindo.

Fui, vi e voltei... Já posso morrer.




Essa era a vista de uma Paris sonhada. Do alto da Torre Eiffel. Paris esparramada logo abaixo e convidando para percorrê-la e decifrá-la. Impossível. Preferi ser devorado por ela. Me perder. Encontrar sua beleza monumental. Assim fiz.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eu não morro sem ver Paris....

Eu me lembro, ainda criança, de uma música de carnaval que fez um imenso sucesso. Dá o título a esse post. Cantava Paris e seus encantos... Infelizmente percorri o Google e não encontrei nada sobre ela. Uma pena. Creio que foi de um carnaval dos idos de 40 ou 50 e reverberou pelos 60, dos quais eu guardei na lembrança.
Meu filho Bruno conseguiu descobrir! A autoria é de Alcyr Pires Vermelho, Arlindo Marques Jr e Roberto Roberti e foi de setembro de 1955. Pronto, está dado o crédito aos autores. Desconfio que a "tal" Suzete deveria ser exatamente como a Pin Up da ilustração.

Bem, eis o que eu me lembro, numa livre associação. Pode ser que eu acabe entrando aqui como "co-autor" por culpa da memória que nunca é perfeita, no meu caso. Ei-la:
Eu não morro sem ver Paris!
É uma jura que a muito tempo eu fiz!
Paris, Paris, Paris,
Ai meu Deus eu quero ver
O que todo mundo diz!
O americano é colossal,
Inventou o telefone e a gillete
Mas o francês é mais original
Inventando o perfume e a Suzete
Suzete é uma francesinha
Que faz qualquer um feliz
Por isso que eu digo
Eu não morro sem ver Pariiiis!!!
E somente agora, bons anos nas costas e dezenas de outras viagens por mil lugares, cumpro essa jura-profecia outorgada pelo poeta.

domingo, 28 de setembro de 2008

Tudo pronto... é aguardar e embarcar!



Hoje, domingo, tudo já está prontinho! Todas as reservas feitas e confirmadas, vôos firmes, carros alugados, trens marcados, seguros garantidos e tíquetes na mão.
Interessante que em todas as minhas viagens jamais fiquei ansioso como fiquei para essa. Acho que tem a ver com o projeto pensado, organizado e realizado com tanto interesse e carinho.
Bem, chegou a hora. Quero curtir isso como a viagem da vida. Eu e Aida vamos aproveitar muito especialmente este momento que queremos mágico.
Essa maravilha ao lado é a entrada lateral da Igreja da Sagrada Família, em Barcelona. Tá certo, essa já será a fase de encerramento da parte européia da viagem mas temos que lembrar que depois do circuito que escolhemos:
Paris; Museu do Sexo!, Museu Rodin, A casa de Freud, mesas, camas (ops!)
Praga; mais Museu do Sexo! Comidas, bebidas (Pivo! Pivo! Pivo!), frio... xingamentos...
Provence! Gula, sêde (Vinhos! Vinhos! Vinhos!) mais comida e se chega em Barcelona!
Tem que ter igreja grande para rezar e pedir perdão! Depois desse ponto é partir para o novo mundo e pensar de novo em emagrecer e ganhar dinheiro novamente. Simples assim!

sábado, 27 de setembro de 2008

Esta semana, a partir de 2 de outubro, estarei embarcando para uma bela viagem de comemoração de 35 anos de casamento! Passarei por Paris, plea Provence, irei a Praga, Barcelona e depois termino em New York e Boston.
Vou tentar registrar e comentar toda a viagem através deste blog.
O começo é pela maravilhosa Paris! Aliás essa foto ai de cima dá mesmo o clima da viagem:
O céu é o limite!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mais Hai Kai

Você acha que tem um cão?
Ledo engano...
Ele é que possui um humano

Com a luz e com afeto
Fiz seu coito predileto...
E ela de chico...

Meu amor, grite, gema
No frigir dos ovos
Quero tudo às claras

chego agora, empolgado
Vamos falar de amor
e deixa a dor de lado?

É facil de amor falar.
exploda o peito!
Grite ao amar!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

QUE OBRA DE ARTE EM USAR NOSSA LINGUA MARAVILHOSA.....

LER OU RELER, EIS A QUESTÃO... Veja a genialidade da poetisa Clarice Lispector e a riqueza da língua portuguesa.

Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...

OBS.: - Agora leia de baixo para cima. Pura arte... Pura genialidade
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